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Centro de acolhida especial Casa de apoio Maria Maria

Atualizado: Mar 9


Saiba mais sobre as instituições em que a Florescer Limpeza busca candidatas para vagas de emprego como auxiliar de limpeza! A seguir, trechos de nossa conversa com Amanda Orsoni Garcia, psicóloga do Centro de Acolhida Especial Casa de Apoio Maria Maria: Como funciona o CAE Maria Maria?

O CAE Maria Maria faz atendimento específico para mulheres, com ou sem filhos, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal. A casa funciona 24h por dia, ininterruptamente, e tem capacidade para abrigar 134 pessoas. É dividida em 6 quartos, sendo que em cada quarto são alojadas aproximadamente 25 pessoas. As mulheres não procuram o CAE Maria Maria: é a Prefeitura que as encaminha, por meio de serviços de abordagem. A Prefeitura, que tem o controle das vagas, faz a triagem, e o CAE Maria Maria faz o acolhimento.


Quais os principais desafios enfrentados pelo CAE Maria Maria? A meu ver, o principal desafio é trabalhar com pessoas, que têm a sua individualidade, seus problemas individuais, em um espaço coletivo. Aqui, há mulheres com problemas de saúde; idosas; crianças; mulheres vítimas de violência; que acabaram de sair do sistema prisional; que romperam com a sociedade, com a família, e estão extremamente fragilizadas. Cada indivíduo tem que ser trabalhado como único, em um espaço coletivo. Isso é muito difícil. A situação das crianças também é bem complexa. Quais os principais desafios enfrentados pelas mulheres que vivem no CAE Maria Maria? O principal desafio é a reinserção na sociedade. A partir do momento em que você cai em situação de vulnerabilidade, é como se não fizesse mais parte da sociedade. Fazer parte da sociedade, contribuir e ser importante para a sociedade, é o que qualquer pessoa deseja. Quando você está em situação de vulnerabilidade e de risco, você sente que deixa de ser importante. Você passa a ser um problema. Quando você fala que está em um abrigo, há muito preconceito. As pessoas têm medo, têm receio de dar oportunidade, ou até mesmo de fazer amizade, o que dificulta criar vínculos fora daqui. O maior desafio é a retomada dos vínculos com a família, com amigos, ou criar uma nova família, novos amigos - na sociedade, não aqui dentro. Fazer isso sozinho é muito difícil. Por favor relate alguma história marcante para você, que tenha se passado no CAE Maria Maria. Histórias tristes, difíceis, temos muitas! Mas tenho também uma história boa, que me emocionou. Certa vez, organizei um grupo de arte-terapia. Era uma atividade com sal. Algumas mulheres participaram. Depois de 2 anos, reencontrei uma dessas mulheres. Ela estava trabalhando, morava em uma república. Ela me reconheceu, me abraçou e me disse: “eu me lembro até hoje da atividade que você organizou. Para mim foi muito importante. Me fez enxergar muita coisa que eu não conseguia e me deu forças para sair daquela situação”. Fiquei muito comovida. Ver o resultado de nosso trabalho é o que nos dá força para continuar. Há espaço para iniciativas de voluntariado? Sim. O CAE Maria Maria possui uma ótima rede de voluntários. Todo voluntário é muito importante para a casa. Um único voluntário, que venha apenas para brincar com as crianças, já dá um apoio de tamanho enorme. Não é preciso ter um projeto muito grande: às vezes um olhar, alguma coisa diferente, é aquilo de que aquela moradora da casa estava precisando naquele momento.​


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