Uso, limpeza e higienização de escritórios empresariais em tempos de COVID-19

Atualizado: Mar 18

O Brasil vem adotando uma estratégia de contenção do SARS-CoV-2 (novo coronavírus causador da doença respiratória COVID-19) baseada principalmente no distanciamento social e na proteção dos grupos de maior risco, evitando-se sacrifícios indiscriminados à vida econômica e ao direito de ir e vir.


Como quase tudo relacionado à COVID-19, essa abordagem é sujeita a controvérsias. Há quem argumente ser irrealista procurar desacelerar o contágio até a capacidade de absorção do sistema de saúde pública; e que seria preferível adotar medidas mais agressivas de isolamento, a ponto de privar o vírus de novos hospedeiros e eliminar as condições para sua subsistência no ambiente.


Não se quer aqui discutir os méritos de cada alternativa. Essa discussão deve ser liderada pelas autoridades governamentais e por profissionais de saúde. A estratégia brasileira foi formulada por, e está sob constante revisão de, profissionais altamente qualificados. Especificamente no que diz respeito à atividade profissional, por enquanto, o Ministério da Saúde recomenda, nas regiões com transmissão comunitária - como é o caso das capitais carioca e paulista - reduzir deslocamentos para o escritório e, sempre que possível, realizar o trabalho de casa.


Infelizmente, a realidade é que, para muitas empresas com escritórios administrativos, a instituição de trabalho remoto para todos os colaboradores não é possível. Nestes casos, surge a questão: que cuidados a empresa deve adotar para diminuir os riscos à saúde dos colaboradores e do público em geral?


A operação das instalações empresariais em tempos de COVID-19 deve ser realizada com extrema responsabilidade.


Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os maiores riscos em geral não estão propriamente no trabalho, mas no transporte público, no refeitório e em outros ambientes. Devem-se priorizar iniciativas educacionais que reforcem os cuidados básicos, amplamente divulgados mas nem sempre praticados, a serem tomados dentro e fora da empresa, como, p.ex.: lavar as mãos corretamente e com frequência; abolir o aperto de mão, o beijo e o abraço nas interações sociais; evitar aglomerações; manter distância das pessoas; tossir e espirrar em lenço de papel e, na falta deste, utilizar a parte interna do cotovelo para cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; não compartilhar alimentos, talheres, copos, utensílios e recipientes; higienizar celulares (e suas capas); usar álcool-gel com frequência; lavar as roupas com frequência. Palestras de orientação via internet (webinars), afixação de cartazes, instalação de dispensers de álcool-gel, disponibilização de álcool-gel em embalagens de mesa e de bolso são algumas das medidas a serem consideradas.


Em segundo lugar, cabe revisar as políticas de ocupação das instalações, avaliando, entre outras medidas: instituir rodízio e/ou horários alternativos; aumentar a distância entre estações de trabalho; manter portas internas abertas, de modo a usar menos as maçanetas; minimizar reuniões presenciais internas e limitar o número de participantes; adotar cuidados extras na preparação e serviço de café e em outros serviços de copa; adotar cuidados extras no descarte de resíduos. Colaboradores ou clientes com sintomas de doenças respiratórias, mesmo um resfriado, não devem comparecer e, se comparecerem, devem ser orientados a deixar o ambiente de trabalho.


Em terceiro lugar, a limpeza de manutenção cotidiana deve ser adaptada e reforçada. Há evidências de que o coronavírus pode permanecer ativo em superfícies inertes, como metal ou plástico, por horas ou dias. Não basta espanar o pó ou utilizar pano úmido: é preciso higienizar maçanetas, teclados, mouses, aparelhos telefônicos, mesas, estações de trabalho e outras superfícies de contato com o corpo humano utilizando produtos com comprovada eficiência desinfetante. Para que a equipe de limpeza possa realizar a higienização com eficiência e rapidez, mesas e estações de trabalho devem ser mantidas desobstruídas, sem objetos pessoais e papeis. Os próprios profissionais de limpeza devem utilizar equipamentos de proteção individual, observando a legislação aplicável e as melhores práticas. Esses profissionais devem ser imediatamente afastados de suas funções em caso de suspeita de infecção.


Finalmente, a empresa deve instituir políticas para caso confirmado ou suspeito de coronavírus no escritório. Diversas empresas têm adotado a política de evacuar imediatamente as instalações, bloquear temporariamente o acesso da pessoa envolvida e de outras com quem esta tenha tido contato próximo no período suspeito, e somente liberar o acesso aos demais colaboradores após procedimento de higienização profunda.


A epidemia de COVID-19 no Brasil parece estar apenas no começo. É possível (embora não cientificamente comprovado) que o clima mais frio e menos úmido esperado para os próximos meses nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste torne mais difícil a contenção do coronavírus. As empresas podem contribuir para evitar o agravamento da crise conscientizando seus colaboradores e adotando boas práticas no uso, limpeza e higienização de seus escritórios, em linha com as orientações das autoridades.



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